Cachês da Marcha para Jesus custam 3x mais que os da Parada Gay

| KAMILLA ALCâNTARA, MARISTELA BRUNETTO E FERNANDA PALHETA / CAMPO GRANDE NEWS


Karol Conká recebeu R$ 80 mil e Maria Marçal vai levar R$ 254 mil

Aleluia é mais caro – Os cachês já divulgados pelo Governo do Estado para a Marcha para Jesus de 2026 em Campo Grande somam R$ 404 mil, valor mais de três vezes superior aos R$ 120 mil pagos pela FCMS (Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul) pelos três shows da 23ª Parada da Cidadania LGBT+, realizada no último sábado em Campo Grande. A diferença chega a R$ 284 mil. Até agora, a Marcha teve confirmadas as apresentações de Maria Marçal (R$ 254 mil) e Get Worship (R$ 150 mil), enquanto a Parada contou com Karol Conká (R$ 80 mil), Paolla (R$ 25 mil) e Silveira (R$ 15 mil). No caso da Marcha, o valor ainda pode aumentar, já que a programação completa não foi divulgada.

Primeiro registro – A Federação PSOL Rede foi a primeira a registrar candidaturas em Mato Grosso do Sul. A chapa com nomes para as disputas pelo Governo do Estado, Senado, Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa já aparece no DivulgaCand, plataforma da Justiça Eleitoral que reúne dados sobre candidaturas e contas eleitorais.

Taxa ambiental – O juiz de Bonito Milton Zanutto Júnior extinguiu, sem analisar o mérito, uma ação civil pública movida pelo Instituto Artigo 5º contra a taxa ambiental instituída pela Prefeitura de Bonito. Ele considerou que o pedido repetia o questionamento já apresentado e rejeitado em uma ação popular: a constitucionalidade da cobrança. Segundo o magistrado, o tema deve ser discutido por meio de uma ADI (ação direta de inconstitucionalidade).

Mudou de ideia – O PSB (Partido Socialista Brasileiro) tentou tirar o mandato do vereador Luís Francisco de Almeida Vianna, de Corumbá, depois que ele deixou a legenda e se filiou ao Republicanos. A acusação era de infidelidade partidária, mas o caso perdeu força com a apresentação de uma carta do diretório nacional autorizando a mudança. Depois disso, o próprio PSB desistiu da ação. O suplente Kleyton Gonçalves Cruz ainda tentou dar continuidade ao processo para assumir a vaga, mas o TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul) negou o pedido.

Herança da Lava Jato – A Justiça Eleitoral rejeitou pedidos para anular atos praticados pela 13ª Vara Federal de Curitiba em processo que nasceu na Operação Lava Jato e envolve suspeitas de corrupção na compra da refinaria de Pasadena pela Petrobras. Entre os réus estão o ex-senador Delcídio do Amaral e ex-funcionários da estatal citados na 20ª fase da operação, deflagrada em 2015.

Atos mantidos – As defesas alegavam que o caso deveria ter tramitado desde o início na Justiça Eleitoral e que, por isso, as decisões tomadas em Curitiba seriam nulas. O juiz Waldir Peixoto Barbosa discordou. Para ele, os atos podem ser confirmados porque, na época das investigações, ainda predominava o entendimento de que crimes comuns e eleitorais deveriam tramitar separadamente. Essa interpretação mudou apenas em 2019.

Fila refeita – O magistrado, porém, reconheceu erro na ordem das alegações finais. As defesas foram intimadas antes da Petrobras, que atua como assistente de acusação. A etapa foi anulada e terá de recomeçar. Primeiro se manifesta o Ministério Público Eleitoral, depois a Petrobras, os réus colaboradores e, por último, as demais defesas. O processo ainda não chegou à fase de sentença.

De novo no TCE – Se na Justiça os questionamentos não avançam, o assunto segue no TCE (Tribunal de Contas do Estado), que recebeu denúncia do deputado federal Geraldo Resende. Ele alega que a cobrança não é feita diretamente pelos cofres públicos, mas por meio de uma entidade privada. A mesma alegação já havia sido levada à Corte de Contas pelo setor do turismo, mas não avançou porque o entendimento foi de que a competência seria do Poder Judiciário.

Competência de quem? – No novo capítulo do chamamento para definir quem vai administrar o Hospital Regional Dr. José de Simone Netto, a questão agora é saber quem decidirá sobre os questionamentos levados ao TCE. O certame foi suspenso após a divulgação do Isac (Instituto Saúde e Cidadania) como organização social selecionada. O instituto havia conseguido decisões com o relator Sérgio de Paula. O ISMS (Instituto Social Mais Saúde), que não foi escolhido, apresentou uma exceção de incompetência, e o conselheiro Waldir Neves também passou a analisar o assunto.

Secretaria ou Fundo – O ISMS alega que a primeira ação foi apresentada contra a Secretaria Estadual de Saúde, quando deveria ter sido direcionada ao Fundo Especial de Saúde de Mato Grosso do Sul. Esse detalhe mudaria o conselheiro responsável pelo caso. Até que o TCE decida o impasse, o certame permanece paralisado, já na fase em que a gestão do hospital seria repassada ao Isac.

Mais de um pedido – Antes de chegar a Waldir Neves, o caso precisou passar pelo presidente do TCE, Flávio Kayatt. Isso porque, no dia 23, quinta-feira da semana passada, dois pedidos foram distribuídos ao mesmo tempo na Corte de Contas, cada um para um conselheiro diferente. A competência ficou com Neves porque ele recebeu a primeira distribuição. Agora, é preciso aguardar o desfecho para saber se a seleção do instituto para administrar o hospital foi regular.



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