Mulher é encontrada esfaqueada em rua e companheiro é preso

Após versões contraditórias, casal admite agressão a faca em Água Clara

| GUSTAVO BONOTTO / CAMPO GRANDE NEWS


Equipes da Polícia Militar durante diligências para encontrar a arma do crime. (Foto: Portal Água Clara)

Um homem de 39 anos foi preso na noite desta terça-feira (9) após esfaquear a companheira, de 31, durante uma discussão motivada por ciúmes, em Água Clara, cidade a 193 quilômetros de Campo Grande. A mulher sofreu um golpe nas costas, recebeu atendimento no hospital municipal e não corre risco de morte.

O caso ocorreu no bairro Portal das Mangabas. Inicialmente, moradores acionaram o telefone de emergência ao encontrarem a vítima ferida em uma rua da região. A informação repassada indicava que ela poderia ter sido atacada com vários golpes de faca.

Quando chegaram ao local indicado, os policiais não encontraram os envolvidos. Em seguida, a equipe foi ao hospital da cidade, onde localizou a mulher durante o atendimento médico. Ela passava por sutura devido ao ferimento provocado pela facada.

Em um primeiro momento, a vítima afirmou que uma mulher desconhecida havia cometido a agressão. Pouco depois, o companheiro apresentou outra versão e disse que três homens armados teriam atacado a mulher em via pública.

As contradições levaram os agentes a aprofundar os questionamentos. Conforme o boletim de ocorrência, os dois acabaram admitindo que haviam discutido antes da agressão. Durante a briga, o homem atingiu a companheira com uma facada.

Após confessar o ataque, ele indicou o local onde havia escondido a arma usada no crime. O objeto, descrito como um punhal com bainha de couro, foi encontrado nas proximidades da Prefeitura Municipal.

O casal passou por exame de corpo de delito e seguiu para a Delegacia de Polícia Civil de Água Clara. O caso foi registrado como lesão corporal em contexto de violência doméstica e tentativa de feminicídio.

Segundo o registro policial, tanto o suspeito quanto a mulher apresentavam sinais de embriaguez. Durante o atendimento, ela recusou a adoção de medidas protetivas mesmo após receber orientações sobre o funcionamento do mecanismo previsto em lei.

Em depoimento preliminar, o homem alegou que agiu em legítima defesa após ter sido atacado pela companheira.

A versão será apurada durante a investigação conduzida pela Polícia Civil. O caso foi registrado como tentativa de feminicídio, violência doméstica familiar e lesão corporal.



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