Alagoas tem finalmente um governador, após comando interino de 45 dias

Paulo Dantas assumiu Executivo Estadual e concorre à reeleição ainda em outubro

| CORREIO DO ESTADO / DA REDAçãO


Governado de forma interina por 45 dias, pelo presidente do Tribunal de Justiça (desembargador Klever Loureiro), Alagoas tem um novo governador, o deputado estadual  Paulo Dantas (MDB), que venceu a eleição indireta e será empossado ainda neste domingo (15), pela Assembleia Legislativa.  

Aliado do senador Renan Calheiros e do ex-governador Renan Filho, ambos do MDB, Dantas será o candidato ao Governo de Alagoas em outubro, quando tentará a reeleição.

Conforme a Agência Folhapress, ele já adiantou que dará apoio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na disputa pela Presidência, e terá o PT em sua aliança no estado.

Ao todo, sete chapas participaram da eleição indiretas: Paulo Dantas, que representou o grupo governista teve 21 votos e o deputado estadual. Davi Maia (União Brasil), Cabo Bebeto (PL), Danúbia Barbosa (Avante) tiveram um voto cada. Os demais candidatos não receberam nenhum voto.

entenda

Essa eleição - que deveria ter sido celebrado no começo deste mês - acontece após batalha judicial, que foi protagonizada por aliados do senador Renan Calheiros e do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP). Vale ressaltar que A escolha de um novo governador pelos deputados estaduais acontece devido à dupla vacância no Executivo estadual.

Ainda no mês passado, Renan Filho - então governador - renunciou de seu cargo para tentar candidatura ao Senado. Eleito em 2018,o vice-governador, Luciano Barbosa (MDB), já havia renunciado ao cargo após ter sido eleito em 2020 prefeito de Arapiraca, segunda maior cidade do estado.

Diante da ausência de um chefe para o Executivo Estadual - e de seu vice - coube aos deputados estaduais escolherem um governador-tampão.  

Importante frisar que o desembargador só chegou ao cargo após o presidente da Assembleia, Marcelo Victor (MDB), decidir não assumir o governo interino para não ficar inelegível para a disputa por uma cadeira no Legislativo nas eleições de outubro.

Na véspera de realizar a eleição, em 2 de maio, o ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, atendeu a um pedido do PSB, partido comandado em Alagoas pelo prefeito de Maceió, João Henrique Caldas, opositor dos Calheiros. 

Na ocasião, o PSB havia questionado o fato de a votação para governador e vice-governador estar prevista para acontecer de forma separada, uma para cada cargo.

Além disso, a votação seria aberta entre os deputados, segundo o edital da Assembleia. Para o partido, a regra violaria a confidencialidade do voto e é incompatível com a Constituição Federal.

Na última segunda-feira (9), o ministro do STF Gilmar Mendes decidiu que a eleição indireta para o Governo de Alagoas deveria ocorrer para governador e vice em chapas únicas e vetou que pessoas não filiadas a partidos se candidatem.

Por outro lado, Mendes não acatou o pedido da oposição de votação secreta e autorizou que a votação seja nominal e aberta entre os deputados. Ele alegou que 'a previsão da votação aberta pelo diploma alagoano não contraria a Constituição Federal'.

histórico político

Paulo Dantas é filho de Luiz Dantas, que foi secretário de Estado de Alagoas, deputado federal e estadual e presidente da Assembleia alagoana.

Em seu discurso na sessão de escolha do novo governador, Dantas criticou a batalha judicial em torno da eleição, criticou ' ataques covardes e maquiados de nova política' e elogiou o ex-governador Renan Filho, seu padrinho político.

'Vamos trabalhar, trabalhar como fez o governador Renan Filho nos últimos 7 anos e 3 meses, trabalhar como nós deputados trabalhamos para fazer acontecer cada avanço conquistado', afirmou.

Ainda, José Wanderley Neto, médico que já havia sido vice-governador de Alagoas entre 2007 e 2010, na gestão de Teotônio Vilela Filho (PSDB), será o novo vice-governador do estado.  

Nas eleições de outubro, Paulo Dantas concorrerá ao governo de Alagoas tendo o ex-governador Renan Filho como candidato ao Senado. A expectativa é que outro nome seja escolhido como candidato a vice - o favorito é o ex-secretário de Educação Rafael Brito (MDB).

Também vão concorrer ao governo em outubro o senador Rodrigo Cunha (União Brasil), o ex-prefeito de Maceió Rui Palmeira (PSD), o deputado estadual Antônio Albuquerque (Republicanos) e o professor Cícero Albuquerque (PSOL).



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