Adolescente consegue liminar na justiça para realizar cirurgia de R$53.450,00

O plano de saúde havia recusado uma operação de alongamento ósseo no punho esquerdo da jovem

| CORREIO DO ESTADO / KETLEN GOMES


Um adolescente de 13 anos conseguiu uma liminar na justiça para realizar uma cirurgia de R$ 53.450,00, que seu plano de saúde havia recusado realizar. 

A mãe do adolescente conseguiu a operação através da Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul. Segundo o laudo médico, o menino apresentava uma sequela de fratura no rádio distal esquerdo, ocorrida em 2020. 

Na época, o adolescente passou por cirurgia, mas o trauma evoluiu para um encurtamento ósseo no punho esquerdo, e ele passou a ter limitações de movimento e dor no local. Ao realizar novamente um pedido de procedimento cirúrgico, o plano de saúde recusou o fornecimento dos serviços. 

A operadora alegou que o tipo de plano do paciente não cobria a cirurgia e suas especificidades. No entanto, a defensora pública responsável pela ação Patrícia Feitosa de Lima, afirma que não há previsão legal para a justificativa do plano. 

“Quando as órteses e próteses são proscritas por médico especialista, cuja colocação exija a realização de um procedimento cirúrgico, deverão ser custeadas pelo plano de saúde, não se aplicando eventual exclusão contratada', informa a defensora. 

Outro ponto que ajudou no ganho da causa, é que os responsáveis pelo paciente não têm recursos financeiros suficientes para custear a cirurgia. 

Diante dos fatos, a justiça deferiu o pedido de liminar para que o plano realize a operação e ainda custeie os demais procedimentos para reabilitação do adolescente. Caso não seja cumprida a liminar, o plano poderá receber uma multa diária de R$ 300. 

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