Paulinho ainda sente dor? Entenda recuperação e prazo de retorno do atacante do Palmeiras

Atacante sente incômodo considerado normal do processo de recuperação do músculo e do ganho de força necessário após a cirurgia, muito distante das dores de antes; retorno começa pós-Data Fifa

| GLOBOESPORTE.COM / CAMILA ALVES


Paulinho, do Palmeiras, durante treinamento, na Academia de Futebol — Foto: Cesar Greco/Palmeiras

Enquanto Paulinho avança na recuperação e vive a expectativa de ser integrado ao elenco do Palmeiras após a Data Fifa, uma pergunta vinha sem resposta para a torcida: ele ainda sente dor? Conversamos com pessoas ligadas ao protocolo de recuperação do atacante, portanto, para responder.

Passados oito meses desde a segunda cirurgia na perna direita, Paulinho ainda sente um incômodo, mas que é considerado normal do processo de recuperação da lesão e muito distante das dores que o atormentaram ao longo de dois anos.

Não tem ligação, portanto, com a fratura da tíbia em si, que está estabilizada, mas sim com o processo de recuperar força e o próprio músculo da perna direita, que precisa ser cortado durante a cirurgia para colocar o implante de fixação do osso.

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É possível, inclusive, que Paulinho volte a atuar de forma gradativa ainda sentindo algum incômodo que vai melhorando à medida que ganha ritmo, força e resistência no local.

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Paulinho está na quarta de cinco etapas de recondicionamento físico e tem expectativa de ser integrado ao grupo, podendo aparecer por alguns minutos em campo, após a Data Fifa, entre a primeira e segunda semana de abril.

Sob processo cauteloso, para evitar reincidência de lesão, o atacante está em uma transição física diferente do protocolo normal: mais lento, com etapas mais longas, para se adaptar a cada aumento de carga que faz.

Entre as atividades, Paulinho realiza, por exemplo, jogos em que a cada semana aumenta o campo e o número de jogadores, para facilitar a adaptação e evitar que sofra na volta.

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Mas, por que o tempo de recuperação mais longo do que em 2025 após a cirurgia no Atlético-MG?

É que Paulinho nunca chegou à quinta etapa de recondicionamento na época, que seria quando estaria apto a jogar sem restrições. Tanto que durante a Copa do Mundo de Clubes, por exemplo, participou com dores e apenas por alguns minutos por jogo.

A cirurgia de Paulinho

O caso do atacante começou ao tratar uma fratura por estresse na tíbia da perna direita, diagnosticada ainda no Atlético-MG, em 2024. Ele jogou, contudo, seis meses lesionado antes de passar pela primeira cirurgia no fim daquele ano.

Transferiu-se ao Palmeiras duas semanas depois e, na época, tinha uma recuperação considerada simples.

Paulinho se recuperou bem da cicatrização em 2025, só que à medida que começou a receber maior carga física nos treinos e jogos, voltou a sentir dores e jogar com limitação. Ainda assim, fez gols decisivos contra Inter Miami e Botafogo, com uma liberação para atuar somente 30 minutos por jogo.

Ele fez 16 partidas antes de ser afastado após a Copa para passar por uma nova cirurgia, dessa vez, com uma fixação do osso usando um implante considerado resistente o suficiente para aguentar a carga. E um período mais longo sem atividades no campo.

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