A Nova Economia: Uma economia baseada em dados

Confira a coluna do Michel Constantino dessa terça-feira (10)

| CORREIO DO ESTADO / MICHEL CONSTANTINO


A transformação da sociedade ao longo do tempo se deu por diferentes causas, o último efeito que estamos passando é o da pandemia do Covid-19. Apesar do problema da saúde, há uma mudança silenciosa que foi acelerada durante a própria pandemia, a chamada transformação digital.

O mundo se adaptou e apresentou formas de interação ligadas à digitalização e aos processos remotos, sejam eles de venda, compra, atendimento, ensino, processos educativos, divulgação e novas profissões ligadas à tecnologia.

Essas mudanças foram suportadas por informações que se agruparam em cada interação e cada comportamento registrado via internet, no e do próprio celular, das compras e vendas nas empresas, dos buscadores em site, das transações online, das aulas a distância e do teletrabalho.

Do jovem nativo digital ao idoso que hoje divide a TV e seu Jornal impresso com as notícias dos canais da internet, as pessoas mudaram seu comportamento de busca por conteúdo e também sua forma de interagir com outras pessoas e novos grupos virtuais.

untando tecnologias disponíveis e novos comportamentos dos usuários, as empresas promoveram mudanças na forma de conectar suas demandas, seja, pelo delivery no caso de produtos, seja pelo teleatendimento no caso de serviço. A produção de conteúdo e de cursos na internet aumentaram mais de 5000%, iniciando uma revolução na forma de disseminar informações estruturadas, treinamentos e soluções educativas.

As empresas descobriram que há um novo ativo que foi potencializado pela transformação digital durante a pandemia, o dado. O dado estruturado, organizado e utilizado da forma correta pode transformar uma sociedade, pois, a partir dele ou do conjunto de dados, é possível entender as mudanças, os impactos e principalmente como as pessoas estão se comportando ao longo do tempo.

A consequência disso é que os repositórios virtuais cresceram e ficaram mais inteligentes, auxiliando no processo de engenharia dos dados e na facilidade de transformações meras informações em padrões de comportamento, seja de uso, de consumo, de mobilidade e de comportamento familiar.

A nova economia, que é o título do texto em questão, revela uma economia baseada em dados, onde, as pessoas e empresas estão conectadas e nessa interação surgem elementos capazes de aprender com essa interação e transformar isso em solução inteligente, digital, com menos impacto ambiental, com maior consciência de consumo, que aumenta a eficiência e a produtividade, com aprendizado constante e de forma virtual.

A nova economia é colaborativa, aberta, impulsiona o empreendedorismo, seja das grandes indústrias tecnológicas, seja das startups, o campo 4.0, o aprendizado de máquina e as soluções digitais para micro e pequenas empresas.

Uma sociedade produtora de inovação a partir dos dados e das soluções que a inteligência humana aliada com a velocidade das máquinas de aprendizado contínuo, que permite mudar a forma de interagir, de produzir, de consumir e de trabalhar, esse último com maior impacto e transformação entre colaboradores e empresas.

Uma economia baseada em dados é uma nova economia, mais ESG (Environmental, Social and Corporate Governance) com alinhamento à Bioeconomia moderna.



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