
Esportes
Ferrari pretende estrear asa traseira que gira em 180º no GP da China
Equipamento batizado de "Macarena" deve ser utilizado pela primeira vez no Treino Livre 1, que acontece nesta sexta-feira
| GLOBOESPORTE.COM / REDAçãO DO GE
A Ferrari pretende trazer inovações para o GP da China, que acontece neste fim de semana, no Circuito Internacional de Xangai. Segundo informações divulgadas pela Fórmula 1, a escuderia italiana pretende estrear a asa traseira que gira em 180º no treino livre 1 da etapa, marcado para sexta-feira (13). O heptacampeão Lewis Hamilton parabenizou a equipe pela agilidade em deixar o equipamento pronto para estreia no segundo GP da temporada.
- Estou muito grato à equipe por isso, porque na verdade era algo que estava previsto para acontecer mais adiante, e eles trabalharam muito duro para desenvolvê-lo e trazê-lo para cá - disse Hamilton.
Bortoleto projeta Audi entre principais fabricantes de motores na F1Em crise, Aston Martin usou estreia como treino e espera semana “mais normal' na ChinaDe ultrapassagens a gestão de energia: novas regras da F1 dividem opiniões entre os pilotos
A inovação apresentada pela Ferrari apareceu pela primeira vez em fevereiro, durante pré-temporada, que foi realizada no Bahrein. O equipamento recebeu o nome de "Macarena", hit do grupo Los del Río.
Como exatamente funciona a nova asa da Ferrari?
O movimento da asa se dá na aleta superior do dispositivo. Costumeiramente, a peça gira em 90º, mas a novidade da Ferrari adiciona um giro de 180º para além da posição horizontal - com isso, o total vai a 270ºC. Esse giro se dá com a ativação do modo de reta no sistema de aerodinâmica ativa - uma das novidades do regulamento da F1 em 2026.
Estima-se que essa asa ajude a produzir downforce, e também a reduzir o arrasto. O downforce é a pressão aerodinâmica, uma força que mantém o carro junto ao solo e faz com que ele fique mais estável e mais rápido nas curvas.
Por sua vez, reduzir o arrasto trata de diminuir a força que atua contra o carro, como se o empurrasse para trás; essa força é como um efeito colateral do excesso de downforce e faz com que ele ande mais devagar nas retas. Entretanto, tudo ainda é muito especulativo e não há indícios que a equipe use a nova asa no campeonato.
A vantagem da escuderia de Maranello neste caso é simples: se alguma adversária quiser copiar a solução, terá que redesenhar toda a asa traseira, uma tarefa que exige tempo e cuidado para não desbalancear o carro.

