Candidatos devem se preocupar com jovens enquanto aguardam "perfil do eleitorado brasileiro"

Processamento e resposta da Justiça Eleitoral deve ser divulgado em 11 de julho

| CORREIO DO ESTADO / LéO RIBEIRO


Encerrado o prazo para regularização e obtenção do primeiro título de eleitor, é esperado agora o processamento e resposta da Justiça Eleitoral, com a divulgação do perfil do eleitorado brasileiro, agendado para ser publicado em 11 de julho.  

Diante desse dado é que as verdadeiras estratégias de campanha são montadas, precisando considerar os gostos, as linguagens e o universo desses eleitores, que os números apontam ser o jovem.  

Em primeiro balanço divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral, somente no último dia aberto para regularização do título foram registrados 1,3 milhão de atendimentos. Cerca de 800 mil desses foram feitos de forma virtual, através do 'Título net'.  

Ainda, só nos últimos 31 dias, foram contabilizados mais de 8,5 milhões de pedidos atendidos. 'Esses números tão animadores também dão a dimensão da responsabilidade que temos em nossas mãos, na organização do pleito que se avizinha. A população respondeu ao chamado da Justiça Eleitoral, que não medirá esforços para realizar eleições limpas, transparentes, com paz e segurança', apontou o ministro Edson Fachin, do TSE.  

opinião de quem vota

Conforme o doutor em Ciências Políticas, Paulo Kramer, apontou — em entrevista ao presidente da Fundação da Liberdade Econômica (FLE) —, o político precisa se preocupar de quem vem os votos numa eleição.  

“Em um clima de maior interesse político, como estamos vivendo, uma mensagem bem embalada acaba por envolver os jovens. As estratégias de campanha precisam ser pensadas com o objetivo de alcançar o jovem porque a eles pertence o futuro da política', disse.  

Entre os mais jovens, como publicou o Correio do Estado em março, as reivindicações por mudanças são motivadas por não concordarem com aumento de itens de consumo, como alimentos e gasolina, e até com postura do mandatário do Executivo Nacional.

Por fim, o especialista considera que os novos meios de comunicação dão diversas ferramentas para alcançar o público desejado.  

Diferente das antigas tecnologias, que eram feitas para uma massa generalizada, as redes sociais permitem que a comunicação seja direcionada para pessoas com gostos e idades específicas.

'Eu acho que os políticos precisam pensar em quem vai votar nele no futuro', finaliza Paulo Kramer.



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