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Barros, do Palmeiras, diz que não é hora de falar em redução de estrangeiros: "Senão vira bagunça"
Diretor do Verdão critica momento da declaração de Dorival e lembra alteração da regra em 2023, quando negociou Merentiel: "Se a mudança fosse planejada, teríamos tomado outra decisão"
| GLOBOESPORTE.COM / CAMILA ALVES
O diretor de futebol do Palmeiras, Anderson Barros, respondeu nesta sexta-feira às declarações de Dorival Júnior após o técnico do Corinthians sair em defesa de uma restrição ao número de estrangeiros no futebol brasileiro. O dirigente critica o momento e o espaço utilizado para trazer o tema novamente à tona.
– Com todo o respeito que eu tenho pelo Dorival Júnior, não é hora de falar sobre redução de estrangeiros no futebol brasileiro – iniciou Barros, ao ge.
– Há apenas dois anos, os clubes aprovaram uma mudança importante, aumentando as vagas disponíveis para atletas que vêm do exterior. Temos de respeitar as regras e os contratos vigentes. Senão vira uma bagunça – afirmou.
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Dorival defendeu a redução durante a coletiva de quinta-feira, em uma pergunta sobre as más condições do gramado sintético da Arena da Baixada, e as falas, em que ele usa a Itália como exemplo e vê geração penalizada, repercutiram nesta sexta.
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Atualmente, o regulamento do Brasileiro permite até nove atletas estrangeiros relacionados por partida em cada clube. O próprio Corinthians hoje tem seis, enquanto o Palmeiras tem sete.
O assunto chegou a ser pauta no Conselho Arbitral da Série A de 2026, ainda no fim do ano passado, e há uma expectativa de que volte a ser debatido na CBF nos próximos meses.
As mudanças constantes, porém, destaca o dirigente, tem impacto no planejamento de elenco dos clubes.
– Em 2023, o Palmeiras precisou liberar um jogador porque havia estourado o limite de estrangeiros – lembrou Barros, em referência a Merentiel, na época emprestado ao Boca Juniors.
– Menos de um mês depois, a regra mudou e as vagas para estrangeiros aumentaram de cinco para sete. Se essa mudança tivesse ocorrido de forma planejada, teríamos tomado outra decisão em relação àquele atleta.
– Sei que o Dorival teve as melhores intenções e que ele só quer o bem do nosso futebol, mas não podemos ficar alterando regras a todo momento. É importante, sim, discutirmos esse e outros temas, mas no momento certo e dentro dos fóruns competentes.
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