Câmera é encontrada em banheiro feminino de escola estadual em Campo Grande

| INFORMATIVOMS / DOURADOS AGORA - FLáVIO VERãO


Alunas alteravam a posição do equipamento devido ao constrangimento - Foto: Divulgação

Uma estudante localizou uma câmera de vigilância instalada no banheiro feminino de uma escola estadual situada no bairro Mata do Jacinto, em Campo Grande, na noite de quarta-feira (11). O equipamento foi recolhido pelas autoridades e será submetido à perícia técnica para verificar se havia funcionamento e eventual armazenamento de imagens.

De acordo com relato feito por uma mãe à polícia, a filha contou que o dispositivo estava apontado em direção às cabines sanitárias, o que gerou desconforto entre as alunas. Segundo a denúncia, as próprias estudantes teriam alterado a posição da câmera diversas vezes para evitar que ficasse voltada aos boxes. Ainda assim, o equipamento teria sido novamente direcionado para o interior das cabines.

Conforme registrado no boletim de ocorrência, a direção da unidade escolar informou aos policiais que a câmera havia sido instalada em 2016, mas que não estaria ativa. Diante da controvérsia, a Perícia Técnica foi acionada para avaliar as condições do aparelho e levantar informações que possam esclarecer se ele operava ou não.

Durante a averiguação, a Polícia Militar não identificou câmeras no banheiro masculino, porém encontrou um suporte fixado na parede, indicando que já houve equipamento semelhante naquele local.

O Conselho Tutelar compareceu à escola e comunicou que irá elaborar um relatório detalhado sobre o caso. O documento será encaminhado à autoridade policial responsável e ao Ministério Público de Mato Grosso do Sul, para análise das providências cabíveis.

A empresa encarregada do sistema de monitoramento da escola também esteve na unidade e esclareceu que não realiza manutenção da câmera encontrada no banheiro feminino. Segundo a prestadora, sua atuação se limita aos dispositivos instalados recentemente nos corredores.

A Polícia Civil apreendeu o equipamento e informou que será aberto inquérito para apurar as circunstâncias da instalação, o eventual funcionamento e possíveis responsabilidades. A diretora da escola declarou ainda que o DVR — aparelho responsável pela gravação das imagens — teria apresentado curto-circuito há cerca de seis anos.



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