
Dourados
Dia do Mestre de Capoeira: uma homenagem a Mestre Guerreiro e os 40 anos da Associação de Capoeira Baiana
| INFORMATIVOMS / ASSESSORIA
Neste 17 de outubro, em que celebramos o Dia do Mestre de Capoeira, é impossível não voltarmos nossos olhos e corações para uma figura que se tornou sinônimo de resistência cultural, inclusão social e paixão pela capoeira em Mato Grosso do Sul: Mestre Guerreiro, ou, como foi registrado ao nascer, Mário Alves dos Santos.
Talvez o nome de batismo não desperte de imediato o reconhecimento, mas ao mencionar "Mestre Guerreiro", a imagem vem clara para todos que, de alguma forma, já se conectaram com a capoeira, com a cultura popular ou com projetos sociais voltados à transformação de vidas. Natural de Sergipe, Mestre Guerreiro chegou a Mato Grosso do Sul em 1985 e, desde então, sua trajetória tem sido marcada por uma dedicação ininterrupta à arte da capoeira e à formação de cidadãos.
Fundador da Associação de Capoeira Baiana, que completa 40 anos de história, Mestre Guerreiro construiu muito mais que uma academia. Criou um espaço de acolhimento, aprendizado, respeito e desenvolvimento humano. Em sua sede, localizada no Jardim Londrina, ele ministra aulas para crianças, jovens, adultos e idosos — e vai além: atua diretamente em projetos sociais voltados a comunidades indígenas e populações em situação de vulnerabilidade.
O reconhecimento pelo seu trabalho extrapolou os limites do estado. Ao longo dessas quatro décadas, Mestre Guerreiro foi homenageado por diversas esferas: municipal, estadual e federal. Uma das mais significativas condecorações foi o prêmio “Viva Meu Mestre”, concedido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) — honraria dedicada a mestres que mantêm viva a tradição da capoeira no Brasil. Ele é o único sul-mato-grossense a ter recebido essa distinção até hoje.
Mais que um mestre da capoeira, Mário Alves dos Santos é um educador da vida. Em suas aulas, especialmente com as crianças, ele utiliza os fundamentos da capoeira — como o jogo, o ritmo e o movimento — para desenvolver aspectos importantes como coordenação motora, percepção espacial, autoestima, criatividade e disciplina. Segundo ele, “a capoeira ensina a criança a se expressar, a se posicionar no tempo e no espaço, e a ter segurança em seus próprios passos.”
São quatro décadas de dedicação, centenas de alunos formados e inúmeras vidas impactadas. Em cada ginga, em cada toque do berimbau, ecoa a voz de Mestre Guerreiro — firme, acolhedora e incansável na missão de preservar e espalhar os valores da capoeira.
Neste Dia do Mestre de Capoeira, nossa cidade tem orgulho em homenagear Mestre Guerreiro, símbolo de luta, cultura e transformação social. Que sua história continue inspirando gerações e que a capoeira siga, sob seu comando, sendo muito mais que um jogo — sendo ferramenta de educação, identidade e esperança.



