Tereza Cristina diz que julgamento de Bolsonaro pode gerar mais sanções dos EUA

| INFORMATIVOMS / DOURADOS AGORA - FLáVIO VERãO


Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil

A senadora Tereza Cristina (Progressistas-MS) manifestou preocupação nesta terça-feira (2) sobre os possíveis impactos do julgamento de Jair Bolsonaro, iniciado no Supremo Tribunal Federal (STF), nas relações comerciais entre o Brasil e os Estados Unidos.

Segundo a parlamentar, há risco de que a análise do processo contra o ex-presidente provoque novas sanções econômicas por parte do governo norte-americano.

Tereza Cristina afirmou ao jornal Folha de S. Paulo que, quando esteve nos Estados Unidos tentando negociar a redução do chamado “tarifaço' imposto pelo ex-presidente Donald Trump, ouviu de congressistas americanos que, caso o processo contra Bolsonaro avançasse, novas retaliações poderiam ocorrer.

“Podemos ter uma escalada neste primeiro momento de algumas retaliações… foi o que a gente ouviu lá. A gente achava que a parte política existia, mas que não era tão forte e tão ligada à parte comercial, mas ela é', declarou a senadora.

Segundo informações da Folha de S. Paulo, o temor da parlamentar é que o governo dos EUA volte a tarifar centenas de produtos brasileiros que haviam sido excluídos do pacote original, decretado em 5 de agosto.

A senadora também destacou que Bolsonaro, que a nomeou ministra da Agricultura durante seu governo, teve amplo direito de defesa no processo. Ela avalia, entretanto, que a postura política adotada pelos EUA pode estar ligada à forma como Donald Trump enxerga o caso, já que o ex-presidente norte-americano também enfrentou investigações por tentativa de golpe de Estado.

Além disso, Tereza Cristina atribuiu parte das tensões ao comportamento de Eduardo Bolsonaro, deputado federal e filho do ex-presidente. Segundo ela, Eduardo estaria pressionando por sanções com o objetivo de beneficiar politicamente o pai.

“Eu não faria isso. Eu, no lugar dele, não agiria dessa forma. Ele é filho, tem as razões dele, os métodos dele… mas eu jogo pelo Brasil', criticou a senadora.

Ainda de acordo com a senadora, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva também teria responsabilidade sobre um possível agravamento das relações com os Estados Unidos, por não abrir diálogo e manter uma relação de hostilidade com Donald Trump.



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