
Mato Grosso do Sul
Ayache ignorou pedido de assembleia, dizem beneficiários
| INFORMATIVOMS / MSEMDIA
Grupo de beneficiários insatisfeitos com a gestão de Ricardo Ayache acusam o todo poderoso da Cassems (Caixa de Assistência dos Servidores de Mato Grosso do Sul) de ferir o Estatuto e ignorar uma solicitação de Assembleia Geral Extraordinária protocolada no ano passado. O objetivo era discutir e até mesmo suspender a taxa de R$ 35 cobrada por dependente.
A solicitação foi assinada por quatro beneficiários e reunia mais de 3.500 assinaturas de titulares do plano que estavam insatisfeitos com a cobrança. O documento, que continha 238 páginas com as assinaturas, foi protocolado em 4 de outubro de 2023 e assinado pelo coordenador do setor da Cassems.
O Estatuto do plano prevê que as Assembleias Gerais Extraordinárias podem ser convocadas pelo presidente do Conselho de Administração, do Conselho Fiscal ou por, pelo menos, 1% dos associados titulares, em situação cadastral regular. O documento que foi oficializado tinha mais de 1% desses associados.
A pauta da solicitação previa a revisão do adicional que foi proposto em Assembleia no dia 27 de julho do ano passado, a suspensão de novos convênios com instituições municipais, federais ou particulares, além da alteração do Estatuto da Cassems, passando a permitir somente uma reeleição dos membros do Conselho de Administração, do Conselho Fiscal e da Diretoria, evitando a perpetuidade dos cargos.
“Ele ignorou [a solicitação], desrespeitando o Estatuto. [A Cassems] tem muitos gastos com festas, eventos, patrocínios, buffets luxuosos. Se está no vermelho, por que continua com esses gastos?”, questionou um servidor, que pediu para não ser identificado.
Presidente da Cassems desde 2010, o médico cardiologista Ricardo Ayache sofreu, no último dia 11, o que pode ser considerada sua primeira derrota política à frente da instituição.
Ele enfrentou ao menos 2 mil servidores insatisfeitos com sua gestão e, segundo fontes ouvidas pela reportagem, não conseguiu votar alterações estatutárias que poderiam onerar ainda mais os titulares do plano.
Logo na chegada, o médico foi recebido pelos funcionários públicos com grito de 'fora'. Durante a assembleia, quando tentava falar, era interrompido.
Apesar dos pedidos, a assembleia começou com duas horas de atraso, e com muitos manifestantes ainda do lado de fora. Ao final, após sete horas de protestos e bate-boca, o encontro foi encerrado.
O outro lado - O MS em Dia procurou o presidente da Cassems em seu número pessoal para ouvir sua posição, e foi orientado a falar com a assessoria de comunicação da Cassems. A reportagem também enviou mensagem à sua assessoria, mas ainda não obteve resposta.
O espaço segue aberto para manifestação.